OMS afirma que vacina pode piorar a pandemia

Nenhuma das 33 vacinas demonstrou a sua segurança e eficácia por enquanto. “Existe o perigo de que as pressões políticas e econômicas para introduzir rapidamente uma vacina contra a covid-19 possam provocar a introdução generalizada de uma vacina que na verdade seja muito pouco efetiva, por exemplo, que só reduza a incidência em 10% a 20% a incidência da covid-19”, alertam os especialistas, entre eles a médica colombiana Ana María Henao, coordenadora do Plano de Pesquisa e Desenvolvimento de Diagnósticos e Vacinas da OMS.

“Se começarmos a vacinas as pessoas, será preciso saber que nenhuma vacina é 100% efetiva. Algumas pessoas adoecerão apesar da minha vacina”, reconhece o médico israelense Tal Zaks, diretor-científico do laboratório Moderna, que usa o mRNA mensageiro.

Os pesquisadores advertem também para um fenômeno conhecido como bioarrasto ou biocreep. A eficácia e a segurança das atuais vacinas experimentais são analisadas comparando-se os resultados de dezenas de milhares de voluntários vacinados com um grupo de controle de outras tantas pessoas não vacinadas. Se houver muitos menos doentes de covid-19 entre os vacinados e não se registrar nada de anormal, a vacina será eficaz e segura. Mas se, dada a emergência, for autorizada uma vacina pouco eficaz e esta se transformar no tratamento preventivo padrão, as vacinas experimentais seguintes não teriam que demonstrar que são melhores que um placebo, mas sim que não são piores que a vacina já aprovada. O fenômeno do bioarrasto é a possibilidade de que, por miragens estatísticas, acabem sendo aceitas como equivalentes vacinas que são cada vez menos eficazes.

Fonte: El País



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